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Isolamento de microrganismos do solo Básico

Publicado em 07/05/2005 (revisto em 15/01/2010)

Ficha de Aprendizagem

Palavras-chave
  • Microbiologia do solo
  • Isolamento de colónias
  • Unidades formadoras de Colónias (UFC)
  • Método das diluições sucessivas
Pré-requisitos

Para a compreensão dos conceitos desenvolvidos neste tópico constituem pré-requisitos os seguintes conhecimentos:

Isolamento e enumeração de microrganismos cultiváveis presentes numa amostra de solo

O solo contém uma grande variedade de microrganismos, incluindo bactérias, fungos, protozoários, algas e vírus. Apesar desta diversidade, os microrganismos cultiváveis predominantes entre a microflora do solo são fungos e bactérias heterotróficasGlossário do domínio Bacteria. É, contudo, de ter em consideração que a flora microbiana presente numa amostra de solo depende de várias características do solo particular em estudo (p. ex. da humidade, do pH, da temperatura, do conteúdo em oxigénio gasoso e da composição em material orgânico e inorgânico); e que, alguns destes parâmetros ambientais podem variar, por exemplo, ao longo do ano ou em função do tipo de utilização que é dada ao solo (p. ex. tipo de cultura agrícola, pastoreio, etc.).

Estima-se que somente 1 a 9% das células viáveis de microrganismos presentes no solo são capazes de formar colónias em meios de cultura laboratoriais, como é o caso dos meios TSA ou PDA a usar neste trabalho laboratorial. Os outros 91 a 99% da flora bacteriana do solo correspondem principalmente a células viáveis mas não cultiváveis.

Os microbiologistas têm chegado a esta conclusão, com base, por exemplo, na comparação, relativamente a uma mesma amostra de solo, entre o número de células que formam colónias em meios de cultura laboratoriais, e o número total de células observáveis com o microscópio de fluorescência após a coloração das células presentes nessa amostra com compostos fluorescentes (como, por exemplo, o “acridine orange” que cora todas as células e permite distinguir células viáveis e células mortas).

Esta situação resulta, frequentemente, dos microrganismos estarem sujeitos a formas variadas de stresse e nos seus ambientes naturais (p. ex. devido a limitação de nutrientes, seca, extremos de temperatura ou pH, presença de compostos tóxicos), o que pode levar a que as suas células vegetativas percam a capacidade de se multiplicar apesar de terem sinais vitais de actividade fisiológica.

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