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Evolução histórica da cosmologia Básico

Publicado em 17/12/2009 

Ficha de Aprendizagem

Síntese

Descrição da evolução das propostas cosmológicas e da progressiva aplicação de uma perspectiva científica: do modelo de universo estático à cosmologia moderna, com alusão à discussão inicial acerca da constante cosmológica.

Palavras-chave
  • Cosmologia
  • Relatividade Geral
  • Universo estático
  • Constante cosmológica
Objectivos de aprendizagem

A aprendizagem neste tópico envolve os seguintes objectivos:

  • Identificar a evolução das diferentes perspectivas cosmológicas;
  • Distinguir propostas mitológicas de propostas científicas;
  • Reconhecer a cosmologia moderna como aplicação da Relatividade Geral ao estudo do universo;
  • Compreender a necessidade da Constante Cosmológica para a existência de um modelo de Universo estático.
Pré-requisitos

Os seguintes conhecimentos são essenciais para a compreensão deste tópico:

Será que podemos compreender qual a estrutura do Universo?

Não de uma pequena parte deste, como é o nosso planeta, o Sistema Solar ou mesmo a Via Láctea — mas o Universo como um todo!

Muito antes de Isaac Newton formular a sua teoria da Gravitação, já se discutiam diferentes perspectivas cosmológicas. A palavra deriva do grego "Cosmos", significando ordem. O estudo da ordem do Universo sempre ocupou o pensamento humano. Em épocas passadas, quando a Ciência se confundia com a Filosofia e, muitas vezes, com a Religião, esta preocupação encontrava resposta em diferentes Cosmogonias, ou seja, teorias da origem do Universo.

O primeiro modelo conhecido foi o Hindu: o texto sagrado Brahmanda narrava a origem do Universo, considerado como uma espécie de ovo cósmico, que se expande desde uma forma concentrada e pontual, chamada Bindu, até atingir a sua dimensão máxima. O Universo inicia então a sua contracção, retornando ao ponto inicial, e repetindo o processo. Este conceito repete-se infinitamente, incluindo o ciclo de nascimento, morte e renascimento. Uma versão semelhante, embora sem o conteúdo espiritual, foi defendida pelos filósofos Estóicos gregos, nos século IV e III A.C..

O filósofo pré-socrático Anaxágoras, que viveu no Século V A.C., considerava que o Universo era originalmente composto por uma mistura indistinguível de matéria, e que a sua separação nas formas actuais ocorreu graças à intervenção de uma forma independente e mais refinada, a Mente. Esta originou o movimento da mistura caótica, a segregação dos elementos, a separação do frio e do quente (provavelmente exercendo trabalho, para evitar uma quebra da 2ª Lei da Termodinâmica). Mais de um século mais tarde, esta teoria foi adoptada por Epicuro e os seguidores do Atomismo, a ideia do filósofo Demócrito sobre a natureza indivisível da matéria (em átomos).

Anaxágoras defendia um Universo completamente mecânico, em que tudo resultava de interacções entre as partículas de matéria, deixando pouco espaço para uma intervenção dos Deuses: talvez o primeiro exemplo histórico de um conflito entre uma visão agnóstica e uma visão religiosa do Universo.

Autor e Créditos

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Referências Bibliográficas

  • [1] Greene B., O Universo elegante, Gradiva Publicações, 2000.
  • [2] Pais A., Subtil é o Senhor - Vida e pensamento de Albert Einstein, Gradiva Publicações, 1999.
  • [3] Sagan C., Cosmos, Gradiva Publicações, 2001.
 

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